A chapa foi registrada no prazo, 24/11, atendendo a todas as exigências baixadas pela Executiva. Houve resistência para efetuarem o registro, finalmente consumado, mas os dirigentes partidários negaram-se a exibir a chapa deles. Dia seguinte, por sua convocação, a chapa Volta às Origens compareceu à sede do Partido para conferência da relação de nomes com os Expressos Consentimentos. Tudo correto. Todavia, novamente foi negada a apresentação da chapa dos subalternos do ministro Carlos Lupi.
Não houve convocação para cumprimento de qualquer exigência. Ao contrário, o Secretário recusou-se a receber um expediente solicitando ligeira retificação. Três dias depois de encerrado o prazo para registro, negaram-se novamente a mostrar a chapa deles. E vários companheiros ainda estavam sendo contatados para concederem Expresso Consentimento, que foram entregues até no dia da Convenção.
No horário da abertura da Convenção, quatro representantes da chapa "Volta às Origens" tentaram entrar no recinto da Convenção, mas foram impedidos. O direito de participarem da abertura dos trabalhos foi negado. Somente uma hora e meia depois, foi permitido o ingresso, mas na qualidade de Delegados e não de representantes da chapa. No contato com o presidente do Partido, ficamos sabendo que haviam CASSADO a chapa. Arbitrariamente, depois de terem registrado, e sem apresentarem nenhuma exigência. Também cassaram o direito a voto dos delegados dos Diretórios Zonais, violando acintosamente o art. 38 do estatuto do Partido que diz: "A Convenção ...Compõe-se dos membros titulares do Diretório Estadual, dos Deputados Estaduais e Federais na unidade federada e dos delegados dos Diretórios Municipais e Zonais..."
Assim, os aprendizes de fascistas concorreram sozinhos, com chapa que nem registrada foi. Receberam Expresso Consentimento até durante a votação. Aparelharam descaradamente; utilizaram recursos materiais e financeiros do Partido, não para a realização da Convenção, mas para a chapa da situação. Até dois advogados do Partido foram usados pela chapa. Esses profissionais, por ética, deveriam ter recusado, pois a outra chapa também é de filiados, grande número de membros do Diretório e até quatro membros da Executiva Estadual, que não são chamados para as reuniões.
Tantas irregularidades e violências (havia cerca de vinte seguranças, alguns armados), intimidando e ameaçando os componentes da chapa dos oposicionistas aos desvios ideológicos, éticos e de princípios, cometidos desde a morte de Brizola.
O presidente nacional, Vieira da Cunha, havia marcado de vir ao Rio de Janeiro no dia 1/12, para discutir a realização da Convenção, que não estava marcada.
Vai haver recurso à Direção Nacional e à Justiça. O pequeno grupo inicia de descontentesl, hoje é composto de centenas de companheiros(as) brizolistas autênticos, probos e aguerridos. Vamos prosseguir na luta pela re-fundação do Partido, que voltará a ser defensor dos princípios estatutários e programáticos.
2 comentários:
O relato é fidedigno com a verdade dos fatos. Foi realmente isso que aconteceu. Os dirigentes tomaram posições contrárias ao Estatuto Partidário. Não pode prevalecer essa convenção pois ela é nula de pleno direito por não cumprir a legislação estatutária partidária, portanto deve ser considerada nula, pelo Judiciário e pelos integrantes do Partido. Temos que denunciar essa farsa para que atos como esse não mais ocorra no nosso Partido Democrático Trabalhista. Foi feliz o articulista ao denunciar essa fraude eleitoral partidária.
Euclides.
Foi feliz o articulista na sua exposição do relato da Convenção Regional do PDT de 29/11/2008. Foi uma farsa o que ali ocorreu. Precisamos nos mobilizar para acabar com esse procedimento ilícito e ilegal.
Euclides.
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